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O Protagonismo da Mulher

Artigo de Opinião – Por Lenita Bodart Guimarães Caetano, Associada I do Instituto Líderes do Amanhã

A agenda ESG, nos anos recentes, levou setores tradicionais a adotarem políticas mais robustas de diversidade, seja por uma pressão de investidores e consumidores, ou pelo entendimento do valor agregado ao negócio.

Uma pesquisa publicada pela Deloitte em 2018 mostrou como resultado que empresas com culturas inclusivas são 8 vezes mais propensas a alcançar melhores resultados de negócios, 6 vezes mais inovadoras e 2 vezes mais tendentes a atingir ou superar metas financeiras. Outra pesquisa, mas agora publicada pela McKinsey & Company, “Diversity Wins”, em 2020, apresentou um estudo realizado com mais de mil empresas em 15 países, concluindo que empresas com maior diversidade de gênero na liderança executiva têm 25% mais chances de ter rentabilidade acima da média. Portanto, a diversidade, quando bem gerida e acompanhada de uma cultura inclusiva, não é apenas uma questão de ética ou social, mas um real diferencial competitivo.

Com todas as movimentações da agenda ESG, veem-se diversos investimentos em programas de diversidade, equidade e inclusão, dando um destaque para mulheres com habilidades e mérito para ocuparem cargos até então majoritariamente ocupados por homens. Muito se fala sobre resultados destes programas de diversidade, mas pouco se fala sobre protagonismo. Existem histórias e mais histórias para exemplificar o mansplaining, o bropriating, a diminuição feminina, o machismo e o favoritismo não intencionais no mundo corporativo. E como o caminho de fato se torna mais pedregoso com isso. Mesmo com tantos empecilhos, encontramos mulheres como Adriana Aroulho, presidente da SAP América Latina e Caribe; Emma Walmsley, CEO da grande farmacêutica global GSK, e Safra Catz, CEO da Oracle. Todas possuem suas histórias, culturas e dificuldades encontradas ao longo do caminho. Muitas, apenas por serem mulheres. Mesmo assim conquistaram seu espaço e hoje representam indústrias de potência mundial.

Exemplos como esse deixam um legado para as mulheres adiante: como você está se desenvolvendo e protagonizando a sua história? Como você está se responsabilizando pelas suas conquistas individuais? Ou você está se apegando à cultura machista e usando como desculpa para não desenhar seu caminho de sucesso? É muito mais sobre a autoanálise e uma responsabilidade individual de cada mulher em fomentar e buscar seu lugar, do que realmente culpar a cultura.

Autor

Lenita Caetano

Lenita Bodart Guimarães Caetano

Associada I

ArcelorMittal Tubarão

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