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80 Anos do Ataque de Hiroshima e Nagasaki

Artigo de Opinião – Por Lenita Bodart Guimarães Caetano, Associada I do Instituto Líderes do Amanhã

Neste ano de 2025, completam-se 80 anos do ataque atômico às cidades de Hiroshima e Nagasaki, um evento que marcou o mundo e foi decisivo para o fim da Segunda Guerra Mundial.  Muito se fala sobre o uso da bomba e seus estragos causados no Japão. Mas e o outro lado da história? É preciso o olhar de que a ação teve uma reação em prol de um bem maior: o final da guerra. A guerra começou em 1939, com o mundo dividido em dois blocos: os Aliados (Reino Unido, União Soviética e Estados Unidos) e o Eixo (Alemanha, Itália e Japão). A atuação de Hitler e Mussolini é bastante conhecida, mas e a participação do Japão? Em 1941, o Japão atacou Pearl Harbor, levando os Estados Unidos a entrarem de vez no conflito e enfatizarem pesquisas sobre armamentos de grande impacto.

A guerra durou até 1945, resultando em cerca de 80 milhões de mortes, cerca de 3% da população mundial da época. Com a derrota da Alemanha e da Itália, o Japão, liderado pelo imperador Hirohito, manteve-se firme, invadindo territórios na Ásia, como China, Coreia e Filipinas. Para encerrar o conflito, os Aliados elaboraram a Declaração de Potsdam, exigindo a rendição incondicional do Japão, com garantia de soberania, liberação de territórios ocupados e fim do governo militarista. Em caso de recusa, seria aplicada uma “destruição total”, cujo real significado — o uso da bomba atômica — Hirohito desconhecia. Como Hirohito recusou a declaração e manteve-se firme com seu exército, os Aliados resolveram cumprir sua promessa de destruição total.

Nesse sentido, Hiroshima e Nagasaki foram escolhidas por seu valor militar estratégico. Apesar de sinais de possível rendição, a cultura japonesa da época, baseada no princípio do Bushidô — lealdade extrema e sacrifício pela pátria —, indicava resistência total. Exemplos como o de Hiroo Onoda, soldado que permaneceu escondido por 30 anos após o fim da guerra, ilustram essa mentalidade.

O ataque resultou em cerca de 200 mil mortes e na rendição japonesa, encerrando a Segunda Guerra Mundial. Até hoje, permanece o questionamento: foi mais cruel usar a bomba atômica ou prolongar a guerra, resultando em ainda mais mortes pelo mundo? Afinal, continuar a guerra seria continuar um massacre mundial, crescendo ainda mais o número de 80 milhões de mortes. Diante dos fatos apresentados, foi preciso o uso da bomba atômica para pôr fim na Segunda Guerra Mundial e, quem sabe, não incentivar uma Terceira, que poderia estar eminente em acontecer.

Autor

Lenita Caetano

Lenita Bodart Guimarães Caetano

Associada I

ArcelorMittal Tubarão

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