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Resenha – O código Bill Gates

Resenha Crítica – Por Raphael Ribeiro, Associado II do Instituto Líderes do Amanhã

Avaliar o comportamento humano é algo comum para pessoas da área da saúde e social, principalmente, psicólogos, psiquiatras, sociológicos ou funcionário de recursos humanos. No entanto, com a revolução tecnológica, a organização dos indivíduos em sociedade tem se tornado cada vez mais complexa e desafiadora. Esse relato é demonstrado no filme, quando o diretor da obra, relata diversas facetas de Bill Gates e sua mudança, ou melhor, sua adaptação para o mundo real. Todas essas mudanças foram representadas em três episódios, que faziam paralelos com o passado, a atualidade e o futuro de Bill Gates. De forma brilhante, o diretor Davis Guggenheim retrata essa jornada de metamorfose comportamental de um dos humanos mais extraordinários da atualidade.

O mais impressionante é como Bill Gates tem uma capacidade de raciocínio extremamente absurda se comparado aos demais indivíduos, entretanto, possuía péssimas skills sociais. Preferia gastar horas em livros do que minutos em conversas com quaisquer pessoas que não fossem de seu interesse. Nesse momento, entra a figura de sua mãe, Mary Gates, que obrigou Gates a participar da comunidade, pois queria ensinar uma importante lição: ninguém consegue mudar o mundo fazendo tudo sozinho. Desse momento em diante, Gates passou a ser mais ativo socialmente e isso fica evidente durante a narrativa.

O mais incrível é o paralelo com o jovem Gates, insuportável, arrogante e inteligentíssimo. E o principal, preocupado apenas consigo mesmo e seus próprios interesses, o que não é um problema dentro do aspecto liberal, no entanto, o documentário busca realizar esse paralelo constantemente e de maneira exaustiva. A ideia é mostrar que o Gates atual tem maior preocupação com a comunidade, é mais engajado com as ações sociais e com o impacto global da Fundação Bill e Melinda Gates.

Os três episódios narram exatamente três problemas globais gerais: Saúde, Saneamento e Energia. O foco de Guggenheim é exaltar a figura de Gates através de um processo de autodescobrimento e evolução como ser humano, demostrando que o polêmico e egocêntrico Bill Gates, fundador da Microsoft e revolucionário da computação e informática, tornou-se um filantropo preocupado com o futuro do mundo.

O filme tenta vender uma imagem institucional de Gates, como um possível vetor das soluções dos problemas globais. Inclusive que fará negócios e acordos para alcançar seu objetivo principal, que a obra não deixa claro, se é se destacar ainda mais como gênio ou como o novo salvador do mundo pós-moderno. Se avaliássemos aos olhos de Ayn Rand e seu egoísmo racional, identificaríamos um retrocesso da parte de Gates no que tange ao egoísmo racional. Ele se anula em prol do bem estar global. No entanto, em suas entrevistas, fica claro que Gates continua o mesmo garoto genial, introspectivo e super inteligente, que tem a ambição de ser protagonista em tudo que empreender daqui em diante.

O futuro tem nos apresentado diversos novos gênios e possíveis candidatos a levar o mundo ao seu novo auge. Mas Gates está demonstrando que usará todos seus recursos, inclusive sua fortuna, para apresentar ao mundo que fará novos alvoroços. Indivíduos como esses fazem o mundo girar, e que sorte a nossa e dos que vivem no mesmo tempo, pois poderão participar e experimentar o que esse novo futuro promete.

Autor

Raphael-Ribeiro-dos-Santos

Raphael Ribeiro dos Santos

Associado II

Autoglass

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