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Resenha – Gestão de Alta Performance

Resenha Crítica – Por Hermes Vinicius Fim, Associado II do Instituto Líderes do Amanhã

Andrew Stephen Grove, nascido em 2 de setembro de 1936, em Budapeste, Hungria, foi um renomado autor e empresário. Após sobreviver à ocupação nazista e à Revolução Húngara de 1956, imigrou para os Estados Unidos. Em 1960, formou-se em Engenharia Química pelo City College of New York. Ingressou na Intel Corporation em 1968, tornando-se CEO em 1987 e guiando a empresa para o sucesso. Em 1997, foi nomeado “Pessoa do Ano” pela revista Time e reconhecido como a “Pessoa de Negócios Mais Influente dos Últimos 25 Anos” pela Wharton Business School, em 2004. Além de suas realizações corporativas, é autor de livros de grande sucesso, como “Gestão de Alta Performance”, lançado pela primeira vez em 1983. Essa obra é considerada fundamental sobre liderança e gestão, na qual o autor compartilha sua sabedoria adquirida ao longo de uma carreira de grande sucesso.

Na obra “Gestão de Alta Performance”, o autor consegue transmitir seu conhecimento com uma escrita leve e clara, transformando conceitos complexos de gestão e liderança em lições práticas e de fácil compreensão. Grove faz uso de analogias do cotidiano para tornar acessíveis os princípios essenciais para impulsionar equipes e organizações a atingirem a alta performance. Dentre as várias temáticas abordadas no livro, é válido ressaltar a gestão dos processos de produção, a alavancagem gerencial, o papel das reuniões, a assertividade na tomada de decisões e o planejamento em uma gestão focada em resultados.

Ao olhar para o processo produtivo da empresa, o gestor deve fazer uma análise criteriosa para identificar qual etapa representa o gargalo na linha de produção. Após isso, faz-se necessário tratar essa etapa com criticidade e adaptar sua produção, para não correr o risco de não efetuar a entrega ou fazê-la com uma baixa qualidade. O autor faz analogia a uma empresa que serve café da manhã, a qual possui como gargalo o cozimento do ovo, o qual demora mais do que a preparação da torrada, assim deve ser tratado com maior criticidade. Grove deixa como ensinamento que linhas de produção eficientes se baseiam na entrega pontual, qualidade consistente e controle de custos.

Com o intuito de garantir uma linha de produção eficiente, é necessário utilizar indicadores que forneçam uma mensuração adequada das entregas do processo. Os indicadores precisam ser controles precisos de monitoramento que agregam real valor à análise a ser feita em cima do processo produtivo, acompanhando o desempenho atual, mas também prevendo resultados futuros e tendências. Assim, deve-se ter bastante atenção ao definir os indicadores do negócio e a periodicidade de acompanhamento, pois eles funcionam como guia para o gestor verificar a saúde de seus processos e tomar ações rápidas para mitigar crises.

Os indicadores auxiliam também na visualização de como está o desempenho da equipe, o que reflete o desempenho do gestor. O líder precisa ter claro que seu desempenho não é medido de forma individual, como acontece com um colaborador. O resultado de um líder é a soma dos resultados de seus liderados. Assim, quando um liderado não executa uma atividade corretamente, quem deve ser cobrado é seu líder direto, pois é ele quem deve garantir que o processo ocorra sem falhas. Assim, aprimorar o desempenho da equipe requer uma gestão eficaz da informação, equilibrando conversas informais com a necessidade de relatórios escritos para promover a reflexão e compreensão. O equilíbrio entre liderança, informação e exemplo pessoal é essencial para o sucesso da gestão.

O autor considera que um gestor deve manter seu trabalho contínuo e evitar interrupções, estas consideradas na obra como “a praga do trabalho gerencial”. Para isso, faz-se necessário utilizar de forma estratégica as reuniões. Na obra, são abordados dois tipos principais de reuniões, as orientadas ao processo e as orientadas à missão. No primeiro tipo estão os encontros focados no compartilhamento de conhecimento e informações. Grove divide esse tipo de reunião em três categorias: reuniões one-on-one, que ocorrem somente com a presença do gestor e um liderado, com o intuito de proporcionar a troca de ensinamentos e discutir sobre os problemas e dificuldades enfrentadas no dia a dia; reuniões de equipe, que têm o objetivo de abordar os temas que envolvem mais de um membro do time e necessitam do papel do líder para orientações ou traçar um plano; e avaliações operacionais, que acontecem com a presença de representantes de equipes distintas e são focadas em transmitir informações de áreas distintas para manter o ensino e aprendizado organizacional constantes.

As reuniões orientadas para missão devem ser focadas em tratar temas específicos e geralmente são realizadas em situações de emergência. É necessário manter um número gerenciável de participantes para garantir eficácia. Essas reuniões são frequentemente utilizadas para a tomada de decisões. Para decisões assertivas, a participação de especialistas é fundamental. Deve-se promover uma discussão aberta entre os envolvidos, com um plano de ação claro e comunicação total de apoio da gestão. O autor do livro destaca a síndrome de grupo de pares e enfatiza a importância da participação de um gestor sênior para evitar circularidade nas decisões. As partes envolvidas não precisam concordar irrestritamente com o que foi decidido, mas devem ter comprometimento total com a execução do plano.

A tomada de decisão tem um efeito direto no planejamento de um gestor. Esta precisa ter uma clara noção da responsabilidade que recai sobre ele ao optar por seguir determinado caminho e não aderir a projetos específicos. Para isso, é necessário ter compreensão total da demanda a ser entregue e fazer um mapeamento da situação atual, para ter um comparativo de onde está e onde pretende chegar com um plano concreto. Após o planejamento, reservar tempo para considerar o impacto das decisões tomadas é igualmente importante para assegurar a eficácia contínua das estratégias elaboradas.

Dessa forma, um gestor tem um papel crucial no resultado do processo que é responsável. O estilo de tomada de decisões, a interação com sua equipe e seus pares, o acompanhamento dos resultados e a busca por conhecimento são fatores que levarão um líder a ser reconhecido como referência em gestão de alta performance ou como mais um membro da organização. Ler a obra de Grove é o primeiro passo para se tornar um melhor gestor. “Gestão de Alta Performance” é atemporal. Os conceitos do livro são utilizados por grandes corporações e por startups, que identificam os ensinamentos da obra como um método ágil de gestão e alcance de resultados. Assim, essa obra se torna aplicável a qualquer negócio e é indicada para todo profissional que deseja atingir resultados de forma exponencial.

Autor

Hermes Fim atualizada

Hermes Vinicius Fim

Associado II

Viação Águia Branca

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