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Resenha – Equipes Brilhantes

Resenha Crítica – Por Tito Kalinka, Associado II do Instituto Líderes do Amanhã

“Equipes Brilhantes” é um livro escrito por Daniel Coyle que trata sobre como formar equipes acima da média por meio da cultura. Embora as culturas bem-sucedidas possam parecer algo mágico, a verdade é que estão longe disso. A cultura é um conjunto de relacionamentos vivos que trabalham em benefício de uma meta compartilhada. Não é algo que se é. É algo que se faz. Coyle é jornalista e consultor de uma equipe americana de beisebol profissional. É autor de vários livros e alcançou a lista de mais vendidos do New York Times.

O autor começa o seu livro abordando a primeira habilidade que julga ser primordial para se construir equipes brilhantes: construir segurança. A segurança não é apenas o clima emocional, mas a verdadeira fundação sobre a qual se ergue uma cultura forte. Quando se pede que integrantes de grupos bem-sucedidos descrevam os relacionamentos entre si, eles tendem a escolher a mesma palavra: família. Além disso, costumam descrever o sentimento desses relacionamentos da mesma forma. Normalmente, as pessoas empregam linguagens para formar uma conexão segura. Essa linguagem é composta por deixas de pertencimento. Estes são comportamentos que criam segurança dentro dos grupos e podem incluir, entre outros, proximidade, energia, atenção e interação visual. Essas deixas se somam para criar uma mensagem que pode ser descrita em uma frase: você está seguro aqui. Construir um ambiente de segurança não é uma habilidade que se aprende de um jeito robótico. Segundo o autor, trata-se de uma habilidade fluida. Exige que se reconheça padrões, que se tenha reações rápidas e que se transmita o sinal correto no momento certo. Algumas ideias para chegar lá o autor aborda no capítulo 6, tais como: reiterar várias vezes que está prestando atenção; deixar claro, desde o início, o fato de que o líder está sujeito a erros; abraçar o mensageiro; visualizar as futuras conexões; exagerar nos agradecimentos; ser cuidadoso no processo de contratação; eliminar os maus funcionários, criar espaços seguros e ricos em conexões; garantir que todos tenham voz; valorizar os momentos de transição; aproveitar a diversão.

Já na habilidade 2, o autor aborda a questão de como “compartilhar vulnerabilidades”. Em equipes bem-sucedidas, cria-se, intencionalmente, situações desagradáveis, dolorosas, que aparentam ser o oposto da cooperação harmoniosa. No entanto, essas situações geram um comportamento altamente coeso e uma relação de confiança, exatamente pelo fato de expor as vulnerabilidades de cada um. Em algum nível, sabemos que a vulnerabilidade tende a estimular a cooperação e a confiança, mas talvez não percebe-se como esse processo funciona de forma poderosa e segura, especialmente quando se trata de interações de grupos. O autor traz a contribuição do Dr. Jeff Polzer, professor de Comportamento Organizacional em Harvard, ao dizer que a vulnerabilidade tem menos relação com quem manifesta e mais com quem recebe, como se a segunda pessoa fosse a chave da conexão.

No capítulo 12, Coyle traz algumas ideias para criar cooperação através da vulnerabilidade, tais como: assegurar-se de que o líder seja o primeiro a se mostrar vulnerável e faça isso com frequência; comunicar as expectativas repetidas vezes; cuidar dos assuntos negativos pessoalmente; escutar sempre com muita atenção; durante a conversa, resistir à tentação de oferecer soluções; adotar práticas que estimulem a honestidade; aceitar o desconforto; fazer o líder desaparecer de vez em quando para gerar autonomia.

Chegando na habilidade 3, Coyle traz a ideia de “estabelecer propósito”. Ao visitar grupos bem-sucedidos, o autor repara que, sempre que comunicavam algo relacionado ao seu propósito ou a seus valores, eles eram tão sutis quanto um soco no nariz, e isso já começava pelo ambiente da empresa. Esses ambientes são repletos de sinais pequenos e vibrantes, projetados para criar um vínculo entre o momento presente e um ideal futuro. Eles fornecem dois localizadores simples, exigidos por todo o processo de navegação: aqui é onde estamos e aqui é aonde queremos chegar. A ideia ajuda a abrir uma janela para entender como as culturas bem-sucedidas criam e sustentam um propósito.

Como não poderia deixar de ser, no capítulo 17, o autor traz as ideias para colocar o propósito da empresa em primeiro lugar, como nomear suas prioridades em uma lista de importância, descobrir onde seu grupo busca a proficiência e onde busca a criatividade, adotar frases de efeito, avaliar o que realmente importa e concentrar-se em comportamentos que estabelecem parâmetros.

O livro é extremamente didático e traz várias soluções e exemplos de times bem-sucedidos que implementaram as práticas trazidas por Coyle e auferiram resultados implacáveis. Trata-se de uma poderosa ferramenta para usar no  dia a dia organizacional para que se alcance o sucesso.

Autor

Tito-Dias-Kalinka

Tito Dias Kalinka

Associado II

Grupo 2127

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