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Resenha – A Regra É Não Ter Regras

Resenha Crítica – Por Leonard Batista, Associado Alumni do Instituto Líderes do Amanhã

Nascido em 1960 em Boston (EUA), Wilmot Reed Hastings Jr é cofundador e CEO da Netflix, além de atuar como conselheiro de empresas como o Facebook. Para escrever o livro “A Regra É Não Ter Regras”, Hastings convidou Erin Meyer, nascida em 1971 em Minnesota (EUA), professora na INSEAD Business School e autora do Livro “The Culture Map: Breaking Through the Invisible Boundaries of Global Business”.

A obra conta a história da Netflix (empresa pioneira no streaming no mundo), desde o momento de sua fundação como uma empresa de entrega de DVD em domicílio, até seu atual momento como gigante digital. Em conjunto, os autores traçaram uma incrível obra, leve e direta, e que aponta para muitas direções até então imutáveis no mundo corporativo.

“A Regra É Não Ter Regras” é construído em volto de 3 principais alicerces:

  1. Densidade de Talentos – Em uma das crises sofridas pela Netflix, uma das saídas encontradas foi a demissão de percentual relevante do quadro de funcionários. Em um primeiro momento, aquilo que pareceu extremamente doloroso se mostrou uma alavanca de aumento de produtividade. Com a demissão de funcionários medíocres, ou que por algum motivo não estavam empenhados em dar seu melhor, sobraram os melhores, aqueles que de fato faziam a Netflix ser o que era. Os autores denominaram este fenômeno de “Aumento da Densidade de Talentos” e chegaram à conclusão de que, em ambientes incríveis, as pessoas se motivam e desafiam a si mesmas, alcançando resultados ainda melhores. Ao perceberem tal fato, trataram de criar processos que permitiam a retenção dos maiores talentos, aumento e expansão do número de pessoas incríveis.
  1. Sinceridade – Ao longo do crescimento da empresa, Hastings percebeu o quanto os funcionários deixavam de aprender por falta de um diálogo sincero. Em alguns casos, a ausência de feedbacks acontecia por omissão da alta gestão por priorizar outros assuntos. Em outros, acontecia por falta de prática e proximidade entre as pessoas. A partir deste momento, a Netflix passou a incentivar a dizer o que as pessoas realmente pensam, mas sempre com o intuito construtivo. O resultado foi o aumento de conversas que, em muitos outros lugares, seriam consideradas uma “afronta”, mas que resultaram em um crescimento de toda empresa através do estímulo da verdade.
  1. Elimine os controles – Ao trabalhar com os melhores e em um ambiente de sinceridade, o autor percebeu que os controles existentes na Netflix não só limitavam a criatividade, mas também direcionavam muitos em uma direção que não era a melhor para toda a companhia. Dessa maneira, os executivos começaram a retirar os controles, iniciando pelas políticas de férias e de viagens. Em seguida, removeram os diversos níveis de aprovação. Por último, detectaram aquilo que de fato importa: Lidere com contexto em vez de controle.

A obra traz lições e insights únicos e que podem ser aplicáveis não somente em empresas de tecnologia ou startups, mas também em qualquer outro tipo de negócio. A maneira como Hastings e a Netflix constrói e confia em seus talentos nos remete à celebre frase “It’s all about people”, e em como o pilar “pessoas” é relevante na construção de resultados sólidos.

Autor

Leonard-de-Almeida-Batista

Leonard de Almeida Batista

Associado Alumni

Suzano

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