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Resenha – A Marca da Vitória

Resenha Crítica – Por Samara Gnocchi Repossi, Associada Alumni do Instituto Líderes do Amanhã

Phil Knight, hoje conhecido no mundo dos negócios como o dono da Nike, nos anos 60 não passava de um jovem sonhador. E essa trajetória é contada no seu livro “A Marca da Vitória”. Ainda jovem, Knight praticava esportes na escola e faculdade, principalmente o atletismo. Enxergando a oportunidade de mercado de tênis para corredores, ele já sabia que queria vender tênis, mesmo sem saber como faria isso. Com 23 anos de idade, pegou dinheiro emprestado com seu pai para dar a volta ao mundo, conheceu vários países, incluindo o Japão, onde fez negócios e começou a importar tênis para revender nos Estados Unidos.

Ao entrar no mercado americano, fez sociedade com seu ex-técnico Bill Bowerman, que foi treinador de atletismo da Universidade do Oregon. Bowerman foi fundamental para o desenvolvimento da marca, que até então se chamava Blue Ribbon Sports, BRS, e comercializava os tênis de corrida japoneses, conhecido como Tiger. Os tênis Tiger eram produzidos pela empresa japonesa Onitsuka, que hoje é conhecida mundialmente pela marca ASICS. Knight e seu sócio pesquisavam formas diferentes de fazer o solado do tênis e enviavam as sugestões ao Japão. Muitas das sugestões eram aceitas, pois eles tinham o conhecimento empírico do que realmente os atletas precisavam e conseguiam com a mudança gerar uma corrida mais leve e com maior performance.

Como toda empresa em seu início, Knight pegava empréstimos com seu pai, com o banco, com os sócios e mesmo assim não tinha capital suficiente para bancar a operação. Atrasava os salários dos funcionários, não tirava nem seu próprio salário de forma coerente. Chegou a ter seus empréstimos recusados pelos bancos e deixou de ter como pagar até o próprio fornecedor. Quando isso acontecia, ele chegava em casa, colocava seu tênis de corrida e percorria 10 quilômetros. Era a melhor forma que achava para pensar nas possíveis soluções dos problemas. 

Os tênis da Blue Ribbon eram vendidos em campeonatos, para amigos e em feiras, até que conseguiram montar uma loja. A loja ia bem em vendas, porém nada daria certo se o capital de giro continuasse tão pequeno. Isso remete às empresas que estão iniciando hoje; muitas delas fecham nos primeiros anos de vida, justamente por falta de capital de giro, má gestão e planejamento.

Com o fim da parceria com a Onitsuka, uma nova marca foi lançada a Nike. Um fato curioso sobre a construção da marca Nike é que Carolyn Davidson, na época uma estudante de design gráfico, que desenhou a hoje famosa marca Nike, recebeu pouco mais de trinta e cinco dólares, e só foi receber um valor maior pelo trabalho anos depois, quando a marca deslanchou. Isso mudou a vida de Knight e da futura empresa Nike.

A Nike não virou apenas uma empresa de calçados, ela diversificou o mercado para vários artigos esportivos. Quando a empresa fechou contrato com Michael Jordan, ela ais uma vez inovadora e mudou para sempre o rumo dos contratos com os atletas. Jordan, agora, além de receber um valor fixo, também passou a receber um percentual sobre a venda de toda a linha esportiva que leva seu nome. Até hoje, muitos atletas fecham parceria com empresas e marcas dessa forma.

Autor

Samara-Gnocchi-Repossi

Samara Gnocchi Repossi

Associada Alumni

Zarb Distribuidora

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