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Resenha – A Marca da Vitória

Resenha Crítica – Por Aurea Lucia Fonseca Mocelin, Associada Honorária do Instituto Líderes do Amanhã

“Acordei antes dos outros, antes dos pássaros, antes do sol”. É dessa maneira que o ex-CEO e cofundador da Nike, Phil Knight, inicia a sua autobiografia intitulada “A Marca da Vitória”. Nas 382 páginas do livro, percebe-se que o autor não preza por um caminho convencional — ao invés de trabalhar para uma grande corporação, ele demonstra a sua luta para criar algo próprio, dinâmico e diferente.

E ele conseguiu. Conhecido por criar uma das maiores empresas de artigos esportivos do mundo, Buck, apelido de Knight, conta no livro o seu percurso com a trajetória da Nike, desde o início, mais precisamente em 1962, quando convenceu o seu pai de que importar tênis do Japão seria um ótimo negócio.

Por algumas semanas, Buck planejou a viagem para o país oriental e se dedicou a ler sobre a cultura e a forma de fazer negócios de lá. Quando conseguiu a sua primeira reunião, ele disse: “Blue Ribbon. Eu represento a Blue Ribbon Sports, de Portland, no Oregon. Bem, o mercado de calçados americano é enorme. E largamente inexplorado. Se a Onitsuka conseguir entrar nesse mercado, essa pode ser uma empreitada extremamente lucrativa.”

Ele deixou o Japão representando os tênis Onitsuka Tiger, na América. Buck enviou alguns pares para seu treinador na Universidade, Mr. Bowerman, que mais tarde interessou-se em ser sócio, ficando com 49% da empresa.

Um fato interessante do início dessa jornada é que Buck recebeu uma carta de Jeff Johnson, dizendo que havia gostado muito do tênis e que algumas pessoas queriam saber onde poderiam comprar pares semelhantes. Buck ofereceu a ele uma oportunidade como vendedor e Johnson se demitiu do seu emprego para se dedicar em tempo integral à Blue Ribbon. Ou seja, ele foi o primeiro vendedor contratado da empresa.

A partir desse momento, as vendas cresceram substancialmente, os clientes estavam espalhados pelos Estados Unidos e os empréstimos, quando necessários, funcionando. Mesmo assim, a empresa japonesa não estava impressionada com o crescimento do negócio e Buck estava insatisfeito com seu fornecedor. Ele sabia que sua empresa precisava de uma solução de longo prazo para a fabricação dos tênis.

Passadas algumas páginas de tentativas fracassadas com novos fornecedores e dívidas com seus credores, Buck conheceu a Nippon Rubber. Em 1972, em uma nova fase, foi lançada a nova linha de tênis, agora com a marca “Nike”.

Apesar de os sócios ainda estarem preocupados com a qualidade dos produtos, eles começaram a doar camisetas e pares de tênis para atletas, sendo uma maneira de apresentar a nova marca para um público especial.

As doações foram tantas, que o resultado veio: nas Olimpíadas de 1976, três atletas olímpicos usaram os tênis Nike e ganharam medalhas de ouro. Isso fez com que a empresa vendesse $14 milhões, consolidando-se entre os atletas.

Segundo o livro, em 1980, a Nike fez sua oferta pública de ações. Quarenta anos depois, Phil Knight se tornou um dos maiores bilionários dos Estados Unidos. As vendas da empresa passam das dezenas de bilhões e seus produtos estão em todo o mundo. Hoje, a marca conta com milhares de atletas patrocinados.

Em síntese, o autor compartilha os desafios enfrentados no início da empresa, suas lutas financeiras e as inúmeras adversidades ao longo do caminho. Na última página do livro, ele diz: “Tanta coisa para fazer. Tanta coisa para aprender. Tanta coisa que desconheço sobre a minha própria vida.” Melhor dizendo, mesmo com tudo que já construiu até o momento, ele passa uma mensagem de humildade, aprendizado e crescimento constante.

Autor

Aurea Lucia Mocelin

Aurea Lucia Fonseca Mocelin

Associada Honorária

Olho do Dono S/A

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